
O advento da economia colaborativa já ocorre há muito mais tempo do que imaginamos e tem antecedentes: no Brasil, povos indígenas já utilizavam a troca e o compartilhamento de bens como forma de desenvolver suas comunidades. Outros grupos também utilizaram o compartilhamento ao longo do tempo, mas foi a chegada da internet e seu uso massivo que permitiu o novo formato da economia colaborativa como a conhecemos hoje.
Este foi o norte do debate “A jornada para a renda sustentável na economia digital”, na primeira round table de 15/09 mediada pela jornalista Silvia Bassi, no segundo dia da ABES CONFERENCE 2021, que foi realizado em formato totalmente online. O evento tem curadoria da equipe do portal The Shift e patrocínio platinum da Oracle e patrocínios master da Amazon Web Services (AWS), IBM, Sky.One Solutions, TOTVS e CAESBRA.
Autor do livro “Nova Economia: Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro” e VP de Finanças e Estratégia do iFood, Diego Barreto salientou as oportunidades de mercado que a tecnologia vem trazendo atualmente. “Acredito que estamos vivendo um momento mágico. O Brasil sempre foi muito distante do processo de desenvolvimento de tecnologia, mas o que acontece nesse exato momento é o oposto. Pela primeira vez, estamos vendo a integração das cadeias de valor e a tecnologia chega de forma mais acessível, o que traz inúmeras vantagens para todos. Isso reduz o preconceito no momento de uma compra, por exemplo. Ou seja, podemos comprar um objeto que foi produzido por um micro ou nano empreendedor e que expôs ali na internet o seu produto”, explica Barreto.
Fernando Perobelli, Professor Titular da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), afirma que “a economia atual tem nos mostrado que, cada vez mais, é importante buscar melhores condições de trabalho, mais segurança tanto na oferta do trabalho quanto para o consumidor, fidelização dos colaboradores e na construção de uma relação mais próxima com o trabalhador. Isso é claramente visto na GIG economy. Antigamente, os serviços autônomos estavam limitados a algumas poucas profissões. Agora, o significado da GIG economy chegou a outras atividades. Assim como músicos, diaristas, médicos e advogados negociavam seus valores, agora designers, programadores e redatores, por exemplo, não são mais exclusivos de uma empresa e podem livremente negociar seus serviços”.
A inclusão também foi destacada pelos palestrantes. Cid Torquato, presidente da ICOM Libras – plataforma que traduz conversas em tempo real para surdos que preferem se comunicar na Língua Brasileira dos Sinais – destacou como a pandemia e o trabalho remoto contribuiu para a inclusão de pessoas com deficiência.
“Em tudo temos que ver o lado positivo. Mesmo em meio à pandemia, muitas pessoas não tinham condições de sair de casa e foram empregadas e, em alguns casos, deslancharam o seu empreendimento nesse momento tão difícil para todo mundo, mas que abriu portas e possibilidades para milhões de pessoas. Ou seja, o virtual colocou todos em pé de igualdade na busca por oportunidades de emprego home office ou no empreendedorismo”, afirma o executivo.
Igor Cordeiro, Diretor de Políticas Públicas e Sustentabilidade da Facily, salientou a necessidade da inclusão social, “precisamos construir um mecanismo no qual as camadas mais populares possam participar e, ao mesmo tempo, serem protagonistas desse processo. E com a inclusão digital teremos uma sociedade mais equilibrada”, ponderou
A ABES CONFERENCE 2021 – ONDAS EXPONENCIAIS E RESILIÊNCIA DIGITAL ocorreu nos dias 14, 15 e 16 de setembro em formato 100% digital e gratuito. O evento teve a programação organizada em trilhas diárias: resiliência digital, ambiente de negócios e fator humano, respectivamente.
Assista a apresentação completa neste link: https://www.youtube.com/watch?v=DyTuuqT51Tc&list=PL2X1JJqBpAkO3FnrSADlajyDI-OVS5dBp
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