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Manifesto pelo REDATA e por Condições Tributárias Competitivas para Data Centers

Este manifesto reúne vozes de diferentes setores — ciência e tecnologia, empresas, setor público, terceiro setor e cidadania organizada — para afirmar, com franqueza e senso de urgência: o Brasil precisa destravar, agora, as condições para atrair investimentos em infraestrutura digital e ampliar sua autonomia computacional. Isso exige (i) a aprovação tempestiva do REDATA, e (ii) a construção de um ambiente federativo coordenado que assegure competitividade tributária para investimentos em Data Centers, com a redução do ICMS sobre equipamentos.

Diagnóstico: Data Centers como infraestrutura estratégica

A economia digital ampliou de forma estrutural o papel dos Data Centers como base do funcionamento de serviços digitais, aplicações em nuvem, processamento e armazenamento de dados e soluções avançadas de tecnologia. Essa infraestrutura influencia diretamente a competitividade sistêmica dos países.

No Brasil, há um potencial concreto de atração de US$ 92 bilhões em investimentos em infraestrutura e equipamentos de Data Centers até 2031. Tratase de uma oportunidade para adensar a cadeia produtiva digital, gerar empregos qualificados, reduzir o déficit da balança comercial de serviços de computação e informação e fortalecer a autonomia digital. Apesar desse potencial, o país enfrenta uma desvantagem estrutural relevante: o custo de implantação. O CAPEX de um Data Center de grande porte (100 MW) no Brasil é, em média, 34% superior ao observado nos Estados Unidos, diferença explicada pela carga tributária sobre bens de capital de tecnologia. Nesse contexto, o ICMS representa cerca de 64% deste total.

Do CONFAZ: convênio para redução do ICMS

Sem uma decisão coordenada, o Brasil corre o risco de perder investimentos estratégicos para regiões mais competitivas. A aprovação de convênio no âmbito do CONFAZ para redução do ICMS incidente sobre bens de tecnologia da informação destinados a investimentos em Data Centers é decisiva para captar investimentos, reduzir dependência externa em capacidade computacional e fortalecer a posição do país na economia digital global.

Conclamamos os senhores membros do CONFAZ a atuarem com coordenação e tempestividade. O Brasil não pode adiar decisões estruturantes para sua competitividade e soberania digital. Contamos com o seu apoio.

ABDC – Associação Brasileira de Data Center

ABEPTIC – Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação

ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software

ABDIB – Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base

ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas

AbraCloud – Associação Brasileira de Infraestrutura e Serviços Cloud

Abranet – Associação Brasileira de Internet

ABRASECI – Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Segurança Cibernética

Associação Neo

BD 30+ – Associação Brasil Digital 30+

ANBC – Associação Nacional dos Bureaus de Crédito

BRASSCOM – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Tecnologias Digitais

CNI – Confederação Nacional da Indústria

Fenainfo – Federação Nacional das Empresas de Informática

TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas

Baixe o manifesto na íntegra aqui

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