
CAST AI, ferramenta indicada pela Delfia, cumpriu os objetivos da empresa: economia de gastos e visibilidade dos kubernetes, além de deixar as aplicações disponíveis
O time da Delfia, curadoria de jornadas digitais, implementou a solução Cast AI, de gerenciamento de recursos, na infraestrutura em nuvem da Gazin, gigante do varejo com mais de 365 lojas espalhadas pelo Brasil, que completou 60 anos em dezembro. Com a expansão natural dos negócios ao longo dos anos – e com um nicho de onze negócios, entre eles, banco digital, seguradora, consórcio, varejo, atacado, indústria, transportadora, canal de e-commerce, até posto de gasolina e agronegócio -, a empresa precisava de um parceiro para sustentar a ampliação e reduzir as despesas, principalmente na área de TI, já que o crescimento das operações também gera custos.
De acordo com Alex Santos, Gerente de TI da empresa, a ferramenta indicada pelo time de curadores da Delfia para reduzir custos dos ambientes em nuvem, mantêm os kubernetes otimizados. “A Gazin é uma empresa que dobra de tamanho a cada cinco anos. Imagina se dobrarmos os custos dos ambientes a cada cinco anos? Eu aumento a lucratividade, mas não posso acompanhar as despesas igual eu acompanho o ganho de lucro”, afirma Santos, da Gazin.
Na ferramenta Cast AI, foram instrumentados o banco digital, o e-commerce (B2C) e o e-commerce para atacado – o B2B da empresa. A expectativa do time da Gazin era a redução de custos de, no mínimo, de 30% em kubernetes. Os serviços consultivos da Delfia na implementação da solução resultaram em uma média de 40% de redução no cluster de produção. Trabalhando com máquinas spot, infraestruturas a preços bastante reduzidos e usadas junto à inteligência da ferramenta Cast AI, a empresa manteve a estabilidade das operações com eficiência, além de economizar recursos nos ambientes.
“Tivemos uma média de 80% de redução de custo total do projeto considerando ambientes de homologação e teste”, revela Edson Macoto Junior, Tech Lead dos times de SRE e DevOps da Gazin, explicando que os clusters do e-commerce, atacado e banking tinham um custo considerável. Mas hoje, rodando em cima de máquinas spots, atingiram essa economia de receita nesses ambientes não produtivos.
Expansão sustentável
Macoto Junior, da Gazin, comenta que quando os times começaram a falar de FinOps – abordagem para gestão financeira do uso da tecnologia de nuvem -, as discussões sobre redução de custos foram pertinentes, mas precisavam ser sustentáveis e controladas. “Se avaliarmos a quantidade de squads que temos, implementando novas soluções, hoje temos a prática de trabalhar com aplicações cloud native e de forma escalável, e sabemos que isso vai gerando complexidade no nosso ambiente”.
Além de otimização de recursos, a Gazin também desejava ter confiabilidade e escalabilidade. Unindo essas duas frentes, a solução Cast AI supriu essas necessidades. “A Delfia nos apresentou a ferramenta, que olha para os nossos workloads, entende o comportamento das aplicações e providencia máquinas e escalonamento de acordo com o que precisamos, sem ter uma pessoa do operacional para comandar isso. Veio com uma luva para o que necessitávamos”, avalia o Tech Lead da Gazin.
“A Delfia se colocou à disposição e, através da curadoria, encontrou uma solução para a necessidade da Gazin, que era reduzir custos em kubernetes”, afirma Plinio Moreira, Gerente de Observabilidade da Delfia. Além disso, o time da empresa de curadoria de jornadas digitais buscou entender os problemas da empresa. “A visibilidade da utilização dos kubernetes era também um dos desafios, que gerava gastos excessivos. Outro ponto era como o time de DevSecOps poderia agir, pois não havia uma solução que pudesse acompanhar e gerenciar de forma efetiva”.
Ferramenta em prática
A curadoria da Delfia foi fundamental para o time da Gazin tomar a decisão de adotar a solução. “A Delfia nos apoia bastante na parte técnica e sempre que preciso de algo, tudo é de prontidão também”. Macoto afirma que um plano de business case foi montado em conjunto, a ferramenta foi colocada para rodar e os resultados foram colhidos, principalmente do cluster de e-commerce. “Não seria o mesmo se a gente só pegasse a ferramenta e testasse sem ter feito um caso”, avalia o Tech Lead da Gazin.
“Focamos bastante na otimização, que é realmente a cereja do bolo da ferramenta, mas ela também tem toda uma parte de visualização: quando instrumentamos a infraestrutura da empresa dentro da solução, ela nos passa todo um relatório de quanto se está gastando por mês, qual o potencial de economia e inclusive, executa automações baseadas em IA de maneira automática. A instrumentação total é um processo simples que leva cerca de sete dias, que é o tempo para os algoritmos de IA da solução fornecerem insights mais precisos, mas já no dia 1 temos resultados impressionantes de potenciais savings”, relata Plinio Moreira, da Delfia.
A Black Friday 2024 é considerada um case para o time da Gazin, em relação a problemas que tiveram no passado e que foram sanados com a solução. “E temos aplicações maiores, com um cluster dedicado e outro com aplicações menores, que rodam em conjunto. São muitas aplicações, com comportamentos diferentes, que a Cast AI consegue enxergar melhor cada uma para ver se há algum problema. Tendo estabilidade e de forma bem saudável, traz um retorno grande para a empresa”, diz Edson Macoto Junior da Gazin.
Salvando tempo, recurso e financeiro
A equipe operacional também foi beneficiada, pois já não havia um custo operacional diário para acompanhar os clusters: a ferramenta já tem esse papel. Com o uso da Cast AI, os times também poderiam focar em atender demandas de negócios ao invés de efetuar ajustes manuais.
“A ferramenta, além de salvar dinheiro, que pode ser reinvestido em outras frentes como segurança ou observabilidade, também otimiza muito tempo da equipe técnica, que se beneficiando da IA da solução, não precisa mais fazer tarefas manuais como rebalanceamentos de ambientes e realocação de tipos de instâncias (on-demand, spot). O analista agora pode focar no negócio, desenvolvimento de novos produtos ou fazer melhorias na segurança, pois a ferramenta já se encarrega da otimização de forma automática”, disse Plinio Moreira da Delfia.
A disponibilidade era também um fator importante para a Gazin. O time da empresa de varejo tentou entender qual o tipo de máquina mais adequado para suprir cada tipo de serviço. “Novas soluções eram implantadas, ou até reestruturadas, mudando o comportamento da aplicação. Tínhamos que tentar entender manualmente, se era preciso de máquinas com mais CPUs ou com mais memória, ou atém mesmo com mais recursos. A Cast AI, com a curadoria da Delfia, resolveu isso para nós, supriu todas essas questões, deixando as aplicações disponíveis. Ao mesmo tempo que temos redução operacional, temos redução de custos e ganhamos em disponibilidade”, avalia Edson Macoto.
Futuro
Para o futuro, a Gazin pretende estender a implementação da Cast AI em outras unidades de negócios. “Em tudo que a ferramenta puder nos apoiar e conseguirmos expandir, vamos implementá-la. Começamos com o banco digital e o e-commerce e vamos implementá-la em outros ambientes que começam a fazer sentido, como a Gazin indústria, ou na seguradora”, revela Alex Santos. “O nível de expansão será orgânico, conforme conseguirmos implementar a ferramenta nos novos negócios e atuais que já temos”, adiciona o executivo.
As máquinas spot estão no plano da Gazin para 2025. “Aplicações muito grandes com muitas instâncias, como o e-commerce, por exemplo, que são muitos nós, trabalhamos com um percentual 30%, em cima de máquinas spot, para garantir a disponibilidade, porque vai estar distribuído entre máquinas spot e on demand. E assim, teremos uma boa redução de custo” salienta Edson Macoto.
Também para este ano, a equipe de TI da Gazin pretende migrar aplicações para o ambiente on premise. “Vamos fazer um estudo junto à Delfia de outras ferramentas, pois queremos trazer muito do que temos hoje em cloud para os dois data centers que temos na empresa. Se essa solução fizer sentido também para o on premise, vamos começar a utilizar. E isso já será um estudo de caso para 2025”, conclui Alex Santos, da Gazin.














