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O tema “Negócios, Pessoas e Planeta – Os desafios da economia de baixo carbono” fez parte dos debates da 13ª edição da ABES CONFERENCE, realizada em São Paulo e que reuniu importantes especialistas, com moderação de Rodolfo Fücher (Presidente do Conselho da ABES).  Um evento híbrido e gratuito, a conferência teve como tema central “O Futuro Digital e a Reinvenção do Agora e debateu vários assuntos, tais como o ecossistema de inovação, inteligência artificial, o futuro do trabalho, fomento à inovação e sustentabilidade. Contou com patrocínio da ApexBrasil, TOTVS, AWS, Prosper Tech Talents, Caesbra, NIC.br e SND Distribuidora.

Neste painel, Thiago Falda, Presidente Executivo da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), explicou que a associação foi criada a partir da necessidade de se unir forças e conhecimento para enfrentar os desafios da produção de biocombustíveis a partir da biomassa, reunindo empresas de diferentes setores produtivos. De acordo com Thiago, o Brasil possui características regionais e nacionais que permitem fazer com que a bioeconomia seja extremamente promissora por aqui: abundância de matéria-prima, tecnologia e mercado consumidor.  “O país tem a maior biodiversidade do mundo, tem a agricultura mais desenvolvida do mundo e altamente sustentável, e tem a biomassa mais barata do mundo”, destacou.

Rogelio Goldfarb, Vice-presidente da Ford América do Sul, falou da transformação radical que o setor automotivo está passando para garantir a descarbonização, que todas as empresas automotivas do mundo estão com grandes investimentos em eletrificação e em busca de fontes de energia limpa. “A geração de energia limpa é fundamental e o uso eficaz da energia também. O motor elétrico é muito eficiente no uso da energia elétrica. O carro elétrico é menos complexo e tem menos peças. Além disso, os elementos críticos usados na produção das baterias são recicláveis. Mas, para termos um carro elétrico que seja realmente limpo, é preciso ter uma política de eletromobilidade. Mas, não é apenas a eletricidade que faz o produto ser eficiente, mas todos os softwares embarcados, a conectividade. A gente acredita que, em pouco tempo, a grande diferenciação entre os produtos da mobilidade dos automóveis vai estar cada vez mais no software”, destacou.

A Diretora Executiva do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Valeria Café, contou que o instituto foi convidado pelo Fórum Econômico Mundial, em 2020, para abraçar a causa da governança climática. Por isso, o IBGC é o Chapter Zero Brazil, capítulo brasileiro da CGI (Climate Governance Iniciative), e tem o compromisso de promover conteúdos e eventos para informar, trocar ideias e compartilhar experiências sobre ações que minimizem as mudanças climáticas, em prol do planeta. Ela ponderou que “a questão do dos veículos, da mobilidade é um ponto importante. Por isso, foi um dos primeiros setores a se mexer, mas as mudanças climáticas envolvem a agropecuária, o uso da terra,  a biodiversidade, o saneamento básico, acesso à água e à luz e todos os negócios que estão de alguma forma envolvidos no processo do clima”.  Valéria convidou os participantes a conhecerem os oito princípios de governança climática, estabelecidos pelo Fórum e que devem influenciar aas ações de empresas que têm conselhos e as que não têm conselho também. “Os líderes da empresa precisam ser responsáveis por quaisquer questões relacionadas ao clima, é preciso que a empresa tenha líderes com domínio sobre o tema, inclusive na composição dos seus conselhos. É preciso que haja comitê de apoio falando de clima. O documento do chapter Zero Brazil está disponível neste link https://ibgc.org.br/destaques/chapterzerobrazil

Assista à mesa redonda Negócios, Pessoas e Planeta – Os desafios da economia de baixo carbono” na íntegra em nosso canal no Youtube https://www.youtube.com/watch?v=sYo7OEFsIOQ&t=9s

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