
Para além dos contos mitológicos, a lenda do unicórnio ganha vida em forma de startups que alcançam, atualmente, o valor de 1 bilhão de dólares. Mas, o que leva uma startup a este patamar? A resposta, segundo o jornalista Daniel Bergamasco, é: a criação de uma solução mais adequada às necessidades do cotidiano.
Autor do livro “Da ideia ao bilhão”, Daniel participou da trilha Refresh da ABES Conference 2020, no dia 29 de setembro, e comentou que a “startup é um estado de espírito. Isso traduz bem o modo de ser focado na solução. Para escrever o meu livro, fui conhecer de perto algumas startups unicórnios e suas trajetórias”.
Daniel avalia que as empresas bem sucedidas se diferenciam nos métodos de gestão. “Quando cobri o processo de contratação de trainees da Stone – fintech de serviços financeiros e de pagamentos – percebi algo fora dos padrões. Dos 70 mil candidatos, apenas 4 foram escolhidos para o processo seletivo que aconteceria em um hotel no interior de São Paulo. Para aquele final de semana, chegaram mais de 200 executivos da empresa de várias partes do país, para esta avalição com os futuros trainees. O que se tira disso? É necessário entender a cultura e a similaridade que estes candidatos têm com a empresa e vice-versa”.
Comunicação e transparência
Para o jornalista, é essencial manter encontros frequentes entre os CEOs e as equipes. “Isso revela o que é fundamental para o crescimento da empresa: transparência. Quando assuntos importantes são compartilhados com o todo, não ocorre ruídos na comunicação, pois todos entenderão o que de fato está acontecendo dentro da empresa”.
Outro ponto destacado por Daniel Bergamasco foi o estímulo à autonomia. “Num processo seletivo, um funcionário pode ser chamado para participar da contratação do seu próprio chefe. Isso é entender a cultura e necessidade corporativa. Com todos remando a favor, o barco segue no mesmo sentido”.
“Dentro das práticas de gestão é preciso ser muito cuidadoso, não olhar apenas a qualidade técnica do funcionário, mas observar se ele tem similaridade com a cultura da empresa, a ética nas relações interpessoais. Ou seja, inovação é método, prática de gestão. Não é bagunça!”, concluiu.













