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A Microsoft anunciou, no dia 26/01/2026, o lançamento global do Maia 200, um acelerador de IA de nova geração projetado especificamente para otimizar cargas de trabalho de inferência. O novo chip chega para enfrentar os custos e demandas computacionais dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), prometendo uma relação custo-desempenho 30% superior a qualquer outro hardware na frota atual do Azure.

Scott Guthrie, vice-presidente executivo de Nuvem + IA da Microsoft, celebrou o lançamento como um marco na estratégia da empresa. “O Maia 200 é uma potência em inferência de IA e o sistema mais eficiente que já implementamos”, afirmou o executivo. Segundo Guthrie, o chip é fundamental para a “infraestrutura heterogênea de IA” da Microsoft, servindo de base para rodar desde o Microsoft 365 Copilot até os avançados modelos GPT-5.2 da OpenAI.

Fabricado com o processo de 3 nanômetros da TSMC e contendo mais de 100 bilhões de transistores, o Maia 200 é considerado uma peça de engenharia impressionante. Ele entrega mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits (FP4), triplicando o desempenho da terceira geração do Amazon Trainium. Para sustentar esse poder, o chip conta com 216 GB de memória HBM3e e largura de banda de 7 TB/s, eliminando gargalos de dados.

O hardware já está sendo implantado em datacenters nos EUA e é acompanhado pelo Maia SDK, facilitando a adoção por desenvolvedores. “O Maia 200 integra-se perfeitamente com o Azure e estamos apresentando uma prévia do SDK do Maia com um conjunto completo de ferramentas para criar e otimizar modelos para o Maia 200. Ele inclui um conjunto completo de recursos, incluindo integração com PyTorch, um compilador Triton e biblioteca de kernel otimizada, além de acesso à linguagem de programação de baixo nível do Maia. Isso oferece aos desenvolvedores controle preciso quando necessário, ao mesmo tempo que permite a fácil portabilidade de modelos entre aceleradores de hardware heterogêneos. À medida que finalizamos a implantação, já estamos projetando as futuras gerações para estabelecer novos padrões”, concluiu Guthrie.

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