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O futuro das empresas de telecomunicações depende de estratégias assertivas considerando um cenário de novas tecnologias, incerteza regulatória e risco de recessão. São novos desafios aos modelos tradicionais de negócio, com intensificação das expectativas dos consumidores e um crescimento em escala sem precedentes da hipercompetitividade. O setor também está sendo impactado pela necessidade de contemplar a agenda ESG e uma pressão crescente de regulação, cenário que impactará diretamente o futuro dessas empresas. Essas são algumas das conclusões da publicação “Future of Telco”, conduzida pela KPMG com mais de 300 executivos líderes em organizações de telecomunicações de diversos países. 

O conteúdo destacou ainda que, nesse cenário desafiador, não faltam oportunidades de crescimento. Para sobreviverem e crescerem nessa nova realidade, as empresas de telecomunicações devem priorizar 4 estratégias principais: 

1- Duplicação da rede: é fundamental que as empresas de telecomunicações ampliem investimentos e abordagens em conectividade e infraestrutura de rede. O foco deve estar no fornecimento de conectividade em escala, velocidade e alta disponibilidade. 

2- Foco no front-end digital: é um imperativo estratégico elas se concentrarem nas vendas e no front-end marketing, deixando a conectividade e a maioria dos serviços para outros players. O sucesso no front-end digital pode exigir um ecossistema significativo de parcerias e alianças, mais foco em inovação de produtos e experiência do cliente. 

3- Melhoria dos serviços gerenciados: esse caminho é muito promissor, que consiste, basicamente, em subir na cadeia de valor, por meio da oferta de um conjunto completo de soluções aos clientes. A possibilidade de agregar valor é vasta. No business to business as empresas de telecomunicações já oferecem soluções como gerenciamento de serviços de segurança e de rede (NaaS). Para se manterem relevantes, precisam criar serviços, desenvolver ecossistemas cada vez melhores e apostar em estratégias baseadas em insights. 

4- Fazer o salto telco-to-techco: o trocadilho significa algo como “evoluir da telecomunicação para a telecomunicação tecnológica”. Muitas empresas de telecomunicações estão tentando se reinventar como empresas de tecnologia. Só que isso não é simples e, para atingirem esse objetivo, além de muito planejamento estratégico, precisam investir mais em parcerias. 

“Adicionalmente às quatro estratégias apontadas acima e de forma tranversal, diante da ampliação global das redes 5G, a conectividade por meio das APIS (Application Programming Interfaces) proporcionará grandes oportunidades para o desenvolvimento de novos modelos de negócios e formas de monetização da rede a partir do uso de dados. A personalização da jornada do consumidor e a conexão das marcas trarão melhorias para a experiência dos clientes em tempo real e de maneira realmente contextualizada com o uso de tecnologias como edge computing”, afirma Márcio Kanamaru, sócio-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da KPMG no Brasil e na América do Sul.

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