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País entra nesta semana na segunda fase da implementação da iniciativa, que é o mais recente passo para a transformação digital do setor financeiro

A segunda fase da implementação do Open Banking no Brasil terá início em 13 de agosto e será marcada pela possibilidade de compartilhamento de dados pessoais entre instituições financeiras, mediante consentimento do cliente. Esta iniciativa irá permitir a geração de novos negócios pelas empresas e o acesso a produtos customizados e mais vantajosos pelos clientes. Mas, para o Open Banking ser implementado, a tecnologia é imprescindível: as APIs (sigla em inglês que se refere às interfaces de programação) são o elo entre todas as partes envolvidas na comunicação e no compartilhamento de informação. A WSO2, empresa global em soluções para transformação digital, já atuou em iniciativas de Open Banking em todo o mundo, e agora aplica no Brasil toda sua experiência no setor.

“A WSO2 já auxiliou bancos na implementação do Open Banking e também no cumprimento de regulamentações locais, como a PSD2 na Europa, a Consumer Data Right na Austrália, e vários outros requisitos regionais. Tudo com completa segurança de dados dos clientes”, afirma Seshika Fernando, Vice-Presidente e Head de BFSI Practice da WSO2. “Especialmente para o Brasil, o Open Banking será revolucionário, permitindo o acesso a serviços financeiros de qualidade para mais pessoas. Hoje ainda existem 34 milhões de brasileiros que não usam banco e, com o modelo Open Banking, este número tende a diminuir consideravelmente”, conclui a executiva.

Entre as principais funcionalidades do Open Banking está a monetização de serviços por meio de APIs, integrando-os aos principais sistemas de cobrança já disponíveis, potencializando as operações de Open Banking e tornando-as fontes de receita. Além disso, as APIs trazem mais velocidade e praticidade em todas as etapas das operações bancárias.  

“As soluções de gerenciamento de API, integração, identidade e acesso da WSO2 (API Manager e Identity Server) permitem que os fluxos de dados adicionem valor para todos os atores nos ecossistemas de Open Banking. As funcionalidades incluem a facilitação de insights para decisões estratégicas de negócio e automatização de processos para agilizar todos os procedimentos do Open Banking, tanto para os bancos quanto para os clientes”, afirma Fernando Arditti, Vice-Presidente e Gerente-Geral da WSO2 na América Latina.  

O Open Banking 

Tendo o Banco Central como órgão regulador da implementação e operações, o Open Banking tem como principais características o total controle dos clientes sobre quais dados serão compartilhados e para quem, além de muitos benefícios, principalmente a liberdade para acessar os serviços de diferentes instituições financeiras, de forma a poder fazer uma escolha consciente com base em seu perfil. Por sua vez, ao usar os dados compartilhados pelo cliente, as empresas poderão gerar novos negócios, oferecer soluções mais personalizadas e fornecer experiências mais envolventes para os clientes, como comparação de serviços e tarifas, apps de planejamento financeiro, pagamentos via mídias sociais e marketplace de crédito. 

Segundo o cronograma do Banco Central, a fase 3 de implementação do Open Banking no Brasil tem início previsto em 30 de agosto e, com ela, surge a possibilidade de compartilhamento dos serviços de iniciação de transações de pagamento e de encaminhamento de proposta de operação de crédito. Na quarta e última fase, que deve começar em 15 de dezembro, os bancos poderão oferecer produtos de investimento, câmbio, previdência privada e seguro a clientes de outras instituições. A implementação total do Open Banking no Brasil está prevista para setembro de 2022.

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