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Para atingir as metas climáticas globais, o consenso científico é claro: não basta apenas reduzir emissões futuras; é preciso remover o carbono que já está na atmosfera. Diante desse desafio, a Microsoft está assumindo uma posição pioneira na criação de um mercado robusto de remoção de dióxido de carbono (CDR), apostando em um portfólio diversificado que une soluções baseadas na natureza e engenharia de ponta.

No ano fiscal de 2025, a empresa de tecnologia firmou acordos recordes para remover 45 milhões de toneladas métricas de CO2, colaborando com 21 empresas em diversos países, incluindo o Brasil. A iniciativa é parte vital do compromisso da empresa de se tornar carbono negativa até 2030 e de remover todas as suas emissões históricas até 2050. 

Inovação em múltiplas frentes

A estratégia da Microsoft se destaca pela variedade de métodos apoiados. Nos EUA, a parceria com a Lithos Carbon utiliza pó de rocha vulcânica espalhado em lavouras para converter carbono em bicarbonato, que acaba armazenado nos oceanos por milênios. Já na Bolívia, a Exomad Green transforma resíduos florestais em biochar, um carvão vegetal que fixa carbono no solo.

O biochar é um aprimoramento do solo criado usando um tipo de decomposição que quebra elementos orgânicos e é usado para ajudar a reter o dióxido de carbono. Foto fornecida por Exomad Green.

Na Europa, a engenharia pesada ganha espaço com a Stockholm Exergi. A empresa sueca está adaptando uma usina de bioenergia para capturar CO2 e armazená-lo nas profundezas do Mar do Norte, uma técnica conhecida como BECCS. 

O papel do Brasil e a tecnologia no campo

O Brasil ocupa posição estratégica no portfólio da Microsoft através da parceria com a re.green. O projeto utiliza drones e satélites para monitorar o reflorestamento da Amazônia e da Mata Atlântica, substituindo as antigas fitas métricas por dados precisos de crescimento florestal e captura de carbono.

A re.green opera como uma empresa de restauração ecológica, recuperando terras desmatadas há décadas ou até séculos. Foto fornecida por re.green.

Além do reflorestamento, a agricultura regenerativa é um pilar central. Através da Agoro Carbon Alliance, agricultores são incentivados a adotar práticas que transformam o solo em um sumidouro natural de carbono, como o plantio direto e rotação de pastagens. 

A Agoro incentiva os criadores a rotacionar os animais para evitar o excesso de pastoreio e estimular o crescimento das plantas. Foto fornecida por Agoro.

Rigor e Viabilidade Econômica

Para Phil Goodman, diretor do Portfólio de Remoção de Carbono da Microsoft, a “mensuração é a espinha dorsal dessa indústria”. A empresa aplica diligências rigorosas para garantir que os créditos comprados representem remoção real e duradoura. Ao atuar como compradora inicial, a Microsoft não apenas adquire créditos, mas viabiliza o financiamento necessário para que essas tecnologias emergentes ganhem escala, ajudando a construir um futuro no qual a remoção de carbono seja uma ferramenta padrão no combate à crise climática.

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