
- Heitor Miranda, Líder do Jurídico da Docusign na América Latina, ressalta o papel da IA no aumento da produtividade e esclarece o impacto na atividade dos profissionais;
- Apesar dos desafios inerentes à adaptação, regulamentação e garantia de ética, é inegável o futuro mais tecnológico do setor;
- O uso do recurso tem potencial IA em impulsionar a eficiência e a inteligência na gestão de acordos.
Na busca por mais inteligência e produtividade, a gestão eficaz de acordos desponta tanto como um problema a ser enfrentado como um espaço de oportunidade a ser explorado, visando a uma atuação cada vez mais estratégica para equipes jurídicas. Alguns estudos corroboram para esta percepção. Segundo o IDC, 94% das organizações já utilizam soluções de gestão de acordos, e 71% dos times jurídicos que ainda não as usam planejam implementá-las em breve. Já a Association of Corporate Counsel, indica que tecnologias de gestão de acordos estão na mais alta prioridade dos Chief Legal Officers (CLOs), com 62% deles afirmando que pretendem investir nessas tecnologias entre 2025 e 2027.
A capacidade de lidar eficientemente com grandes volumes de informações e tarefas repetitivas é um diferencial competitivo, especialmente para equipes muitas vezes enxutas. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) desponta como fator transformador que pode liberar especialistas das atividades operacionais para atuarem em análises e na extração de insights valiosos. Os benefícios que as equipes jurídicas buscam com a IA são múltiplos. A otimização de tempo é crucial; a automação de tarefas repetitivas permite que advogados e assistentes dediquem-se a atividades de maior valor agregado.
“O uso da IA no setor jurídico contribui para o aumento da precisão e a redução de erros, aspectos fundamentais na área jurídica. A capacidade de processar e analisar rapidamente grandes volumes de dados resulta em uma melhor tomada de decisão. Além disso, abre espaço para que equipes jurídicas se dediquem ao que realmente importa: a estratégia do negócio. Ela não substitui o papel humano no Direito, mas amplia sua capacidade de atuação”, ressalta Heitor Miranda, Líder do Jurídico da Docusign na América Latina.
No entanto, há muitas dúvidas sobre o assunto. Por isso, o especialista compartilha (abaixo) insights sobre alguns mitos e verdades que envolvem o tema:
- A IA representa um risco para o emprego dos advogados
Mito: A perspectiva predominante é que a IA não substitui o advogado, mas potencializa sua capacidade de entrega. Nesse sentido, os profissionais que saírem na frente e aliarem a tecnologia de IA ao seu trabalho serão ainda mais bem-sucedidos. Afinal, a IA permite que o profissional deixe de fazer a revisão de contratos ‘na unha’, oferecendo sugestões de redação e apontando riscos, tornando o processo mais fluido.
- A IA é uma ótima tecnologia para gerenciar acordos
Verdade: Atualmente, muitos contratos ainda são arquivos estáticos, com dados cruciais que, devido a processos desatualizados, permanecem ocultos. Sem dados estruturados ou a capacidade de extrair insights, o profissional corre pelo menos dois riscos: o de ficar bloqueado por uma pilha de trabalho, sendo menos eficiente, e o de tomar decisões não embasadas em dados e, portanto, menos estratégicas. A IA também se torna valiosa ao automatizar tarefas repetitivas, liberando o profissional para atividades de maior impacto. Com mais tempo disponível, o profissional pode se tornar um negociador mais eficaz, aprimorar a base de dados de contratos para decisões mais impactantes, gerar inteligência para a organização e posicionar-se como um parceiro estratégico de negócios qualificado.
- IA no segmento jurídico precisa ser treinada
Verdade: A eficácia da IA depende da qualidade dos dados que recebe. Se os dados forem incompletos, tendenciosos, desatualizados ou incorretos, as análises da IA serão comprometidas. Além disso, a IA pode cometer erros devido a modelos limitados que não compreendem nuances contextuais ou ambiguidades linguísticas, ou por vieses algorítmicos. Por isso, é crucial que as equipes jurídicas sejam criteriosas na escolha de soluções de IA. Em outras palavras, a expertise em tecnologia desenvolvida especialmente para a gestão de acordos é um diferencial fundamental. Para que a IA realmente revele valor dos contratos, a tecnologia deve ir além da análise básica. Ela precisa ser treinada em conjuntos de dados ricos, diversos e consentidos, integrar-se perfeitamente com sistemas de trabalho e oferecer segurança, escalabilidade e confiança de nível empresarial.
- Pequenos departamentos jurídicos e escritórios não conseguem aproveitar a IA
Mito: Os pequenos departamentos jurídicos e escritórios também podem se beneficiar desse tipo de tecnologia. O ganho de produtividade é um dos resultados mais relevantes para esse tipo de organização, pois a IA ajuda equipes enxutas a automatizar tarefas repetitivas, como elaboração de minutas, triagem de documentos e acompanhamento de prazos. Além disso, a IA proporciona um posicionamento estratégico, permitindo que esses times ofereçam serviços com a mesma agilidade dos grandes, equilibrando a competitividade.
- Gestão de acordos com uso da IA é benéfica para o setor jurídico
Verdade: Processos tradicionais baseiam-se em atividades repetitivas, com alto foco em detalhes dos contratos e das regulações – e que estão sujeitas a erros humanos. Isso causa perda de tempo, de insights e de dinheiro, sobrecarregando as operações cotidianas das equipes jurídicas. Hoje, a IA pode ser aproveitada para criar, formalizar e gerenciar os acordos e, assim, aumentar a eficiência, reduzir riscos e obter mais valor dos contratos.
- Apenas IA irá solucionar os meus problemas de produtividade
Mito: Mais importante do que investir em IA é entender o seu problema. A IA é excelente para otimização, mas a tecnologia não resolve, por si só, um problema de estratégia ou de processo. Investir nas pessoas tem igual importância, pois o verdadeiro diferencial competitivo depende menos de ferramentas e mais de um time que atue de forma inteligente. Por fim, é preciso focar no uso – a conveniência de um software pode ser atraente, mas a verdadeira eficiência só é alcançada quando a ferramenta é realmente útil para a sua rotina.
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